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Pior alimentação para enfrentar a crise

A alimentação, a saúde e o lazer constituem as prioridades no orçamento familiar, indica um estudo. No entanto, perante a diminuição do poder de compra, os europeus abdicam da qualidade dos produtos alimentares.

Segundo um estudo
que analisou os mercados europeus de consumo, é a alimentação que ocupa a primeira posição na lista de prioridades no consumo, seguindo-se despesas relacionadas com a saúde, que assume a liderança em metade dos países (Alemanha, Itália, Hungria, Polónia, Eslováquia, Rússia), e o lazer. Contudo, caso dispusessem de mais meios, os cidadãos privilegiariam a qualidade nas suas compras de alimentação.

Se a saúde é uma despesa obrigatória no que diz respeito aos cuidados médicos importantes, reúne também cuidados que actualmente as famílias sacrificam, como é exemplo as despesas relacionadas com tratamentos dentários ou oftalmológicos.

Em contrapartida, face à diminuição do poder de compra, os europeus não hesitam em apontar as bebidas alcoólicas e o tabaco como as despesas a sacrificar. Os gastos relacionados com hotéis, cafés, restaurantes e lazer são, igualmente, considerados não prioritários e, como tal, são os primeiros aos quais as famílias optam por renunciar.

O lazer é a única despesa que se apresenta simultaneamente como a despesa à qual se renunciará ou aumentará em função do poder de compra. Esta dupla faceta revela que o lazer desempenha um papel à parte no consumo das famílias europeias: é a rubrica do prazer por excelência, aquela que se aceita sacrificar, mas que se tem pressa de aumentar logo que possível.

Estes dados resultam de inquéritos realizados em 13 países europeus a mais de 10 mil pessoas. O estudo apresenta dados de Portugal, Espanha, França, Bélgica, Alemanha, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Hungria, Itália, Sérvia, Polónia e Rússia.

As análises e previsões foram efectuadas em Dezembro de 2008 em colaboração com a sociedade de estudos e de consultadoria BIPE (www.bipe.com). O estudo reúne a informação de diversas fontes em cada um dos mercados (INE, GfK, DGT, Nielsen, ANACOM, ACAP, IDP, Banco de Portugal, ASFAC, ALF e ARAC).