



Osteoporose: Serviços de ortopedia sem meios
Presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose denuncia a falta de meios nos serviços de ortopedia para responder a esta doença. Médicos apenas conseguem alertar para os riscos e incentivar à prevenção.
O Dia Mundial da Osteoporose assinalou-se na passada segunda-feira e já teve o mérito de lançar para cima da mesa a realidade do país, no que diz respeito ao combate a esta doença.
Em declarações ao Rádio Clube Português, Ana Tavares, presidente da Associação Nacional Contra a Osteoporose, denunciou que os hospitais estão sobrecarregados.
"O envelhecimento da população provoca um aumento da incidência das fracturas da anca. Tudo isto contribui para uma sobrecarga nos serviços de ortopedia, que não têm disponibilidade para tratar outras mazelas que não sejam traumáticas", revelou.
Deste modo, os clínicos ficam com a sua acção limitada: "O que poderemos fazer é informar as pessoas dos seus factores de risco, que são passíveis de uma prevenção, e apelar para uma terapêutica de forma correcta. Na nossa intervenção, não poderemos ir muito mais além".
A osteoporose, mais comum em mulheres do que nos homens, é uma doença que enfraquece os ossos, diminuindo a massa óssea, tornando-os extremamente sensíveis e sujeitos a fracturas.
Em média, numa análise à realidade europeia, 40 por cento das mulheres e 15 por cento dos homens vão sofrer pelo menos uma fractura osteoporótica.
Em Portugal, o custo associado ao tratamento desta doença supera já o do tratamento do enfarte do miocárdio e das doenças hepáticas. Prevê-se que no nosso país ocorram por ano mais de 55 mil fracturas ósseas em resultado desta doença.
Será desenvolvida uma rede de farmácias aderentes, que vão sarar as feridas da Saúde, com entrega de medicamentos e produtos farmacêuticos às famílias mais expostas aos problemas económicos.
