Exposição sobre o Holocausto
"A Junta de Freguesia de Aldoar celebra o 34.º aniversário do 25 de Abril, evidenciando a sua importância na defesa dos Direitos Humanos, dignificação da Pessoa, reforço da solidariedade social, igualdade perante a Lei e repúdio do racismo e da xenofobia.
A ausência destes valores ou o seu enfraquecimento e preservação abrem caminho a crimes como o Holocausto.
Esta Exposição tem uma finalidade formativa, organizada didacticamente, procurando alertar as novas gerações para os perigos do hipernacionalismo, da xenofobia e da recusa das liberdades essenciais.
Holocausto foi o nome dado à eliminação sistemática dos Judeus pelos nazis, na sequência duma política anti-semítica, desencadeada ao longo de uma dúzia de anos, entre 1933 e 1945. O seu auge ocorreu durante a II Guerra Mundial.
As perseguições transformaram-se em agressões a partir da Noite de Cristal (9 de Novembro de 1938), marcada, na Alemanha, pelo assalto a Sinagogas e lojas de comerciantes judeus, quebrando montras e enchendo ruas de estilhaços de vidros.
Os Judeus, em seguida, foram enviados para campos de concentração. Na Polónia, ocupada pelos alemães, os nazis encerraram os Judeus em ghettos, bairros fechados, superpovoados, onde morriam por falta de condições.
Finalmente, os nazis procederam nos campos de morte à exterminação dos Judeus e também de outras minorias, entre elas os Ciganos. Auschwitz foi o mais célebre dos campos de concentração.
No dia 19 de Abril de 1943 iniciou-se a revolta do ghetto de Varsóvia, reprimida a ferro e fogo. Escolhemos o dia 23 de Abril, deste ano, para organizar esta exposição.
Os crimes dos nazis foram julgados e condenados pelo tribunal de Nuremberga como crimes contra a Humanidade, na esperança de que jamais se repetissem. Infelizmente os crimes de genocídio e de repressão ideológica e religiosa não terminaram.
Praticaram-se na URSS Staliniana, na China de Mao, no Camboja de Pol Pot, na ex-Jugoslávia e, mais recentemente com os massacres dos Tutsis e dos Hutus, no Ruanda e no Burundi, e em outros lugares, comprovando que a xenofobia, o racismo e as perseguições políticas persistem.
Esta Exposição foi planificada e organizada pelo Dr. José Miguel Boura de Sousa, natural do Porto, a trabalhar na escola Martim de Freitas, em Coimbra”.
Texto de Adriano Vasco Rodrigues
