Menos portugueses em risco de pobreza
'Inquérito às Condições de Vida e Rendimento', da autoria do Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que 18 por cento dos portugueses estão em risco de pobreza, sobretudo os idosos, mulheres e casais com filhos. Número continua a decrescer.
Apesar de continuar em queda, o número de pessoas em risco de pobreza, segundo o INE, continua a ser preocupante: quase um em cada cinco portugueses residentes em Portugal está no limiar da pobreza.
Estes dados, recolhidos através de uma pesquisa do Instituto Nacional de Estatística, são relativos a 2006 e representam um ligeiro decréscimo, face a 2005 (19 por cento) e 2004 (20 por cento).
A fasquia que separa os portugueses do limiar da pobreza é definida através dos rendimentos. Os adultos com menos de 4386 euros por ano, ou com salários mensais de 366, entram na classe da população pobre.
Os idosos, os jovens e as mulheres representam os maiores grupos de risco. Os idosos atingem mesmo um número muito preocupante: 26 por cento. Os menores de 18 anos ficam perto, nos 21 por cento.
Relativamente a agregados familiares na fronteira da pobreza, verificam-se dados penosos: quatro em cada dez famílias com crianças, e igual número no que diz respeito a idosos que vivem sós.
Os desempregados também estão em situação crítica. Um em cada três adultos sem emprego corre o risco de cair neste escalão. Já a população empregada fica nos 11 pontos percentuais.
Estabelecendo comparações, nos últimos três anos, verifica-se uma queda na quantidade de mulheres e homens perto dessa fasquia.
Na análise por sexo, havia 22 por cento de mulheres em 2004, 20 por cento em 2005 e 19 pontos percentuais em 2006. Quanto aos homens, registaram-se 19 por cento em 2004 e 2005. Já em 2006, foram 18 por cento.
As taxas de risco mais baixas residem nos os agregados compostos por dois adultos com uma criança (12 por cento) e as famílias formadas por três ou mais adultos com crianças (16 por cento).
