




Fumadores e consumo de cigarros em queda
Lei do Tabaco está em vigor há um ano, momento em que é tornado público o primeiro grande balanço, por parte da Direcção-Geral de Saúde: há menos cinco por cento de fumadores e uma redução média de nove cigarros diários, no que diz respeito ao consumo. Consultas de apoio à cessação tabágica mais do que duplicaram.
Um ano após a entrada em vigor da Lei do Tabaco - que veio restringir a liberdade de consumo e proteger os não-fumadores, promovendo a saúde pública - surgem indicadores positivos, no que diz respeito ao combate do mau hábito de fumar. Cem mil portugueses deixaram de fumar.
Portugal tinha há um ano 20 por cento de fumadores diários, número que foi reduzido para 14 pontos percentuais, sendo que, destes, dois por cento apenas fuma ocasionalmente. Por outro lado, as consultas de apoio à cessação tabágica aumentaram 60 por cento.
Os dados relativos ao número de cigarros consumidos por dia são, nesse sentido, mais reduzidos. "Há uma diminuição média de nove cigarros por dia", segundo Francisco George, director-geral de Saúde, que sustenta estes valores num balanço aos primeiros dez meses da nova lei.
Acresce que mais de metade dos fumadores afirmam ter tentado abandonar este vício, dado que indicia uma boa aceitação da lei, por parte da generalidade dos consumidores de tabaco.
Dos inquiridos, ressalta uma unanimidade quase total no que diz respeito à concordância na proibição do tabaco em escolas e nos serviços de saúde: 98 pontos percentuais.
Mesmo nos locais de trabalho existe uma maioria muito forte de apoiantes: 88 por cento defende a ausência de tabaco. Em locais de diversão nocturna, mais de 60 por centos dos auscultados também preferem a privação do fumo.
Este estudo permitiu concluir que o Alentejo é a região do País onde se verifica uma maior percentagem de fumadores com mais de 15 anos: 17,4 por cento. O Centro encontra-se no outro extremo, com apenas 12,7.
Em conferência de Imprensa, que decorreu numa confeitaria de Lisboa, Francisco George revelou ainda que - apesar de 78 por cento dos inquiridos achar que a lei está a ser cumprida - a fiscalização será mais rigorosa, sobretudo nos locais onde é permitido fumar.
A ASAE - Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica vai apertar o cerco sobretudo nos estabelecimentos de restauração. "Os proprietários não conhecem bem a lei e não estão a aplicá-la devidamente", justificou Francisco George.
