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Cancro da mama: Portugal sem programa de rastreio

Relatório da União Europeia (UE) relativo a 2007, apresentando em Bruxelas, revela que Portugal ainda não tem um programa de rastreio nacional do cancro da mama bem implementado.

Portugal integra
a lista de 15 países que não têm um programa nacional de rastreio do cancro da mama implementado, segundo alerta um relatório apresentado pela União Europeia.

Este tipo de tumor é um dos que revelam maior taxa de sucesso nos tratamentos, ainda que subsista um elevado número de óbitos. Nesse sentido, os exames precoces assumem grande relevância, mas são feitos menos de metade do mínimo de rastreios recomendados.

Na União Europeia, existem 15 países com programas nacionais em execução, 12 que ignoram o cancro do colo do útero e outros cinco que não apostam em qualquer tipo de acção preventiva.

Apesar de reconhecer um esforço em alguns estados-membros, a UE aconselha a uma intensificação dos planos e a uma estratégia capaz de combater o provável aumento de casos.

Prevê-se que, com o envelhecimento da população, aumente a taxa de incidência desta doença. Todos os anos, surgem cerca de 3,2 milhões de novos casos.

No que diz respeito aos cancros do colo do útero e do cólon, a UE detectou em Portugal os rastreios que são realizados a nível regional, desenvolvidos por autarquias, associações e empresas. No entanto, também aqui sugere que seja implementado um projecto nacional.

Todos os estados-membros foram alertados para a necessidade de adoptarem planos de prevenção, para que os possíveis cancros possam ser detectados precocemente.